sábado, 15 de março de 2014

O Amor

Em uma sala de aula havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:

- Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:

- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta flor, não é linda?

A segunda criança falou:

- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou:

- Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?

E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.

A professora se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, porque você nada trouxe?

E a criança, timidamente, respondeu:

- Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?

A professora agradeceu, pois ela fora a única criança que percebera que só podemos trazer o amor no coração.


“Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem. Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Todas as criaturas em desgraça têm o mesmo direito a ser protegido”. - São Francisco de Assis

domingo, 2 de março de 2014

Nunca pare de sonhar

"Havia no alto de uma montanha três árvores. Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes. 
A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros.
A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas. 
A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus. 
Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. 
Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três. 
A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno.
A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias. 
A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito. Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos. Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho. De repente, a árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
A segunda, certo dia, transportou um homem que acabou por dormir no barco. E, quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse PAZ!! E, imediatamente, as águas se acalmaram. E a árvore transformada em barco entendeu que transportava o rei dos céus e da terra. 
Tempos mais tarde, numa Sexta-feira, a árvore espantou-se quando as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A árvore sentiu-se horrível vendo o sofrimento daquele homem. 
Mas logo entendeu que aquele homem salvou a humanidade e as pessoas logo se lembrariam de Deus ao olharem para a cruz. O exemplo das árvores é um sinal de que é preciso sonhar e ter fé. SEMPRE !!! 
Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. 
Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você. "Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. 
Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."


Richard Bac

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Prece



Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. 
Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. 
Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. 
Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. 
Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. 
Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. 
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.
Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Caridade



Sempre que puder
Estenda às mãos
Àqueles que perdidos
Esquecem-se de Deus
Largaram as esperanças
Agarraram-se à uma vã ilusão
Muitas vezes,
Nossas mãos não serão vistas,
Pois os outros estarão com a vista enevoada
Pela tristeza, pelo desamor, pela falta de esperança
Ou até por uma falsa ilusão
Será necessário que chames então,
Mas chame baixinho, com carinho
Para que tua voz,
Transmita um pouco de paz, de harmonia
Para que tua voz,
Vare a escuridão
E dê a sensação
De que eles não estão sozinhos,
De que não foram esquecidos
Às vezes,
Estender a mão não basta,
Muitas vezes
Precisamos guiar
Pela voz do coração
Àqueles que ainda
Não conseguem ver.

Um abraço fraterno

um amigo 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Quando Abraçamos a Fé

Cada pensamento,
Cada palavra,
Cada sussurro,
Cada porém de estar aqui agora,
Me faz acreditar,
Que vivemos muito além do que pensamos.
Cada amanhecer,
Cada entardecer,
Cada anoitecer,
Me faz perceber que a vida é muito mais,
Do que somos capazes de imaginar.
Cada lágrima,
Cada dor,
Cada momento
Me faz entender que por mais
Que fugimos,
O acaso sempre nos encontra,
Pois algumas coisas são certas
E uma delas é de que
Sofrer também faz parte da história de cada um.
Cada vitória,
Cada sorriso
Cada nova vida,
Me faz amar as melhores coisas que existem,
E a superar aquelas
Que por mais que aparentam invencíveis,
Acabam por si,
Quando abraçamos a fé


Fabiana Thaís Oliveira

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Natal

O NATAL

Ouvi dizer que o Natal perdeu seu significado...
Que deu lugar ao consumismo,
Árvores de Natal
e Papai Noel

Mas eu prefiro lembrar que neste Natal,
Por conta dos empregos temporários,
Muitas pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.

E que por conta do dinheirinho extra que receberão
Muitos pais e mães de família poderão
Oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos

Prefiro lembrar que
por conta das Campanhas de Solidariedade feitas nesta época
algumas crianças ganharão, sim, algum brinquedo.

E que você...
Você poderá dar Aquele Abraço nas pessoas que você gosta
Mas que “por falta de motivo” pra abraçar
Ficou contido até agora...

E, talvez, neste momento você perceba que,
Bem ou mal,
No Natal, o Amor está em toda parte!

Mas, se ainda assim, você não quiser celebrar nesta data
Não tem problema:
Quero te convidar a viver com o Espírito do Natal
Todos os teus dias!

Augusto BrancoNatal

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Diante do Tempo


Contempla o mundo a que voltaste, através da reencarnação, para resgatar o passado e construir o futuro.
Sol que brilha, nuvem que passa, vento que ondula, terra expectante, árvore erguida, fonte que corre, fruto que alimenta e flor que perfuma utilizam riqueza das horas para servir.
Aproveita, igualmente, os minutos, para fazeres o melhor.
                                                          *
Perdeste nobres aspirações em desenganos esmagadores: no entanto, as esperanças renascem no coração dilacerado, à maneira de rosas sobre ruínas.
Perdeste créditos valiosos na insolvência passageira que te aflige o caminho; todavia, o trabalho dar-te-á recursos multiplicados para conquistas novas.
Perdestes felizes ocasiões de prosperidade e alegria, à vista da calúnia com que te ferem, mas, no culto da tolerância, removerás a maledicência, demandando níveis mais altos.
Perdestes familiares queridos que te largasses à solidão; no entanto, recuperá-los-ás tão logo consigas sazonar os frutos do entendimento, na esfera da própria alma.
Perdeste afetos sublimes na fronteira da morte; todavia, reaverão todos eles, um dia, quando te sentires de espírito liberado, nos planos da Grande Luz.
Perdeste dons preciosos, na enfermidade que te flagela, mas o próprio corpo físico é santuário que se refaz.
                                                          *
Observa, contudo, o que fazes do tempo e vale-te dele para instalar bondade e compreensão, discernimento e equilíbrio, em ti mesmo, porque o dia que deixas passarem, vazio e inútil, é, realmente, um tesouro perdido que não mais volitara.


Livro “Justiça Divina”-Psicografia Francisco Cândido Xavier - Espírito Emmanuel